sábado, 26 de novembro de 2011
Clima pode extinguir centenas de espécies dentro de 50 anos
O estudo tomou por base a existência de “envelopes” ambientais para cada espécie, ou seja, a idéia de que uma série de condições, como precipitação, temperatura e sazonalidade influem na sobrevivência daquele grupo de seres vivos.
Um estudo coordenado pelo biólogo britânico Chris Thomas, da Universidade de Leeds, e publicado na revista Nature, reuniu o trabalho de pesquisadores de várias partes do mundo (entre eles, a bióloga brasileira Marinez Ferreira de Siqueira, do Centro de Referência em Informação Ambiental, de Campinas) prevê que com um aumento de 2ºC na temperatura média mundial, poderiam ser extintas até 52% das espécies devido ao desaparecimento dos seus hábitats naturais.
Marinez, ao analisar os efeitos das alterações climáticas nas árvores do Cerrado, identificou a possibilidade de redução desta área em 25% em 50 anos (ao usar um cenário mais conservador, isto é, de aumento de 0,5% ao ano no gás carbônico presente na atmosfera), índice que poderia chegar a 90% num cenário menos conservador (com aumento de 1% no CO2 ao ano).
O estudo tomou por base a existência de “envelopes” ambientais para cada espécie, ou seja, a idéia de que uma série de condições, como precipitação, temperatura e sazonalidade influem na sobrevivência daquele grupo de seres vivos. Numa segunda etapa, foram usados modelos para projetar cenários futuros quanto a estas condições, o que permitiu identificar se tais espécies teriam possibilidade de continuar existindo ou não.
Só política global evita a destruição
O trabalho apresentado na revista Nature partiu do pressuposto de que, para cada espécie, existe um tipo de “envelope ambiental” condições de temperatura, precipitação (quantidade de chuva) e sazonalidade (variação das estações do ano) das quais a espécie depende para sobreviver.
A partir disso, os pesquisadores criam modelos matemáticos que levam em conta tais condições e a distribuição atual das espécies numa região. O algoritmo busca, fora dos pontos de ocorrência das espécies, regiões similares onde a espécie poderia ocorrer no presente e no futuro, usando as projeções do IPCC (Painel Internacional de Mudança Climática, órgão da ONU) para daqui a 50 anos. Nós estudamos os efeitos de possíveis alterações sobre espécies de árvores presentes no Cerrado.
O que acontece é que, em diversos casos, e de acordo com a intensidade de mudança ambiental gerada pelo aquecimento nos vários cenários futuristas estimados pelo IPCC, a área disponível para uma espécie pode encolher tanto que ela simplesmente pode ficar sem um ambiente propício para o seu desenvolvimento, podendo, em alguns casos, acabar se extinguindo. No pior dos cenários, isso poderia acabar acontecendo para 75 de um total de 163 espécies de árvores do Cerrado, como a douradinha (Palicourea rigida) ou o murici (Byrsonima coccolobifolia).
No entanto, há esperanças. Há grandes diferenças nas extinções projetadas para aquecimento global mínimo ou máximo, de forma que a ação política global ainda poderia salvar um número enorme de espécies.
As espécies não se tornam extintas no momento em que o clima muda. Portanto, reverter o aquecimento global poderia salvar algumas, ou talvez muitas, dessas espécies.
O trabalho para entender como as variá-veis climáticas e biológicas interagem com a distribuição das espécies está apenas no começo, é claro que com a adição de mais dados biológicos e de variáveis ambientais com resolução mais detalhada, melhoraria muito a qualidade da informação gerada pelas técnicas de modelagem.
Mas o que pode ser feito de concreto para minimizarmos essas previsões? Observando os dados apresentados no trabalho do Cerrado, podemos ver que as melhores áreas, do ponto de vista climático, para preservação dessas espécies, são aquelas mais ao sul da distribuição atual do bioma Cerrado, ou seja, as áreas do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Sul de Minas Gerais e Norte do Paraná. Isso porque essas áreas, nas quais a maioria dessas espécies ocorrem hoje, ainda permaneceriam com um clima favorável para essas espécies.
Esses resultados são importantes principalmente para uma tomada de consciência a respeito da necessidade do país continuar (e principalmente ampliar) seus investimentos em pesquisa da biodiversidade. O Brasil é muito grande e muito ainda existe para ser estudado em relação a fauna, flora e microbiota. Além disso, é preciso também investir no desenvolvimento de ferramentas de análises (por exemplo, modelagem) e de ambientes computacionais para que, com o que já temos de informação disponível, podermos gerar subsídios para a tomada de decisão sobre conservação da biodiversidade no Brasil.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011

No dia 17 de novembro de 2011, fizemos nossa visita técnica ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Com saída às 07h30min, do CEFET-MG Campus X Curvelo. Com duração de aproximadamente 3h de viagem, chegamos ao INMET e fomos bem recebidos pela funcionária Fabiane, na qual nos conduziu durante a visita e a palestra.
Na palestra, Fabiane nos explicou o funcionamento da Instituição, e as responsabilidades do INMET na transmissão dos dados meteorológicos para todo o Brasil. Após aprofundarmos nossos conhecimentos sobre a Instituição, fomos conhecer os instrumentos em funcionamento, no qual são utilizados para fazer a medição de umidade relativa, precipitação, temperatura do solo, pressão atmosférica, entre outros.
Chegamos a Curvelo às 14h45min, na Praça da Estação. O mais interessante disso tudo é que os dados colhidos e analisados pelo INMET, não se restringe em apenas fornecer dados relativos a pressão, umidade, pluviosidade, mas também na importância desses dados para a aviação no qual o trabalho do INMET é um grande aliado da navegação aérea para que você decole e pouse com segurança e pontualidade. E principalmente no que se diz respeito ao Meio Ambiente, o INMET está de olho aberto para as alterações ambientais que possam influenciar nas condições climáticas do planeta.
QUALIDADE
Missão do INMET
Promover informações meteorológicas confiáveis a Sociedade Brasileira em influir construtivamente no processo de Tomada de Decisão, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.
Esta missão deve ser atingida por meio do Monitoramento, Análise e Previsão do Tempo e do Clima, fundamentados em pesquisa aplicada, no trabalho em parceria e no compartilhamento do conhecimento, com ênfase em resultados práticos e confiáveis.
Visão de Futuro
O INMET tem como visão de futuro:
· Estabelecer - se como elo entre a informação e o conhecimento cientifico, de forma a interagir com setores atuantes da sociedade, por meio da parceria regional, estadual e municipal;
· Ampliar o reconhecimento nacional e internacional, por meio de uma estrutura inovadora e pró - ativa, influenciando o processo de tomada e decisão e a minimização de riscos através do uso da informação meteorológica;
· Atuar como ponto focal na América do Sul no emprego diuturno do conhecimento cientifica e tecnológico para o progresso da meteorologia e climatologia da região.
Política da Qualidade
Buscar o reconhecimento e a confiança dos usuários:
· Pelo monitoramento das condições meteorológicas sobre o território brasileiro;
· Pela adoção de modernas técnicas de previsão do Tempo e Clima;
· Pela garantia de elevado nível de satisfação dos usuários pela excelência das informações meteorológicas ofertadas;
· Pela pontualidade e atendimento.
O INMET utiliza o Conhecimento a Tecnologia Aplicada e o Sistema de Gestão da Qualidade, para melhorar continuamente seus serviços e produtos.
5° DISME - INSTITUTO NACIONAL DE METEREOLOGIA - INMET
Brasília/DF 1º DISME
Manaus/AM - (AM, RR, AC) 2º DISME
Belém/PA - (AP, MA, PA) 3º DISME
Recife/PE - (AL, CE, PB, PE, PI, RN) 4º DISME
Salvador/BA - (BA, SE) 5º DISME
Belo Horizonte/MG - (MG) 6º DISME
Rio de Janeiro/RJ - (RJ, ES) 7º DISME
São Paulo/SP - (SP, MS) 8º DISME
Porto Alegre/RS - (PR, RS, SC) 9º DISME
Cuiabá/MT - (MT, RO) 10º DISME
Goiânia/GO - (DF, GO, TO)
- Estações Automaticas
- Estações de superfície
- Estações de Radiossonda
INSTRUMENTOS
- INSTRUMENTOS METEOROLÓGICOS
O que é uma Estação meteorológica Automática?

A estação meteorológica automática é composta por uma unidade de memória central, ligada a vários sensores dos parâmetros meteorológicos no qual se inclui a medição de pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar, precipitação, entre outros medidores. Esses sensores integram os valores medidos minuto a minuto e transmite esses dados observados automaticamente a cada hora.
O que é uma Estação meteorológica Convencional?

A estação meteorológica convencional observa fenômenos meteorológicos que ocorrem na troposfera ao nível da superfície terrestre. Pode ser feita com leitura direta ou através de instrumentos registradores. Essas leituras devem ser sistemáticas, ou seja, padronizadas no tempo. No INMET os horários de coletas dos dados são feitas às 9, 15 e 21 horas, entretanto, no horário de verão, as coletas são feitas as 10,16 e 22 horas, devido não haver horário de verão em todas as localidades brasileiras.
Utilização dos dados meteorológicos para evitar incêndios
A prática da aplicação de fogo a campo é muito comum como ferramenta de trabalho na agricultura. Utilizado principalmente na produção de culturas intensivas, como a cana-de-açúcar e o algodão, o fogo em áreas florestais prejudica a fauna e a flora. Por esta razão, o uso do fogo só pode ser realizado com a autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em áreas definidas e com isolamento prévio.
Os períodos de maior perigo para a prática das queimadas é quando a umidade do ar está relativamente baixa, entre junho e novembro. Por isso que, somente com a previsão meteorológica, se obtém uma estimativa de quando pode-se ou não fazer a queimada. Os dados meteorológicos podem ser obtidos com o uso de uma estação meteorológica automática na propriedade. O equipamento permite analisar o que está acontecendo no momento, com transmissão das informações em tempo real. Por meio dos dados coletados no aparelho, o produtor calcula se o fogo poderá se alastrar rapidamente e se o clima favorece a ocorrência de incêndios, evitando a prática naquele momento.O Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio) é responsável pelas ações de prevenção, controle e combate aos incêndios florestais, e para que se consiga êxito nos seus combates, o Previncêndio conta com os dados meteorológicos. A mesma possui três unidades operacionais situadas no estado de Minas, que são: Base Operacional de Curvelo; Sub-Base Operacional de Viçosa e Sub-Base Operacional de Januária.
ASSISTIMOS E INDICAMOS III
- UMA VERDADE INCONVENIENTE
- DOCUMENTÁRIO DE AL GORE
O ex-vice-presidente Al Gore é motivo de chacota nos Estados Unidos desde sua derrota para George W. Bush na corrida presidencial de 2000, nos Estados Unidos. Os excelentes Trey Parker e Matt Stone sempre o mostraram em South Park com um perdedor patético pela inabilidade de superar esse fato. E, segundo as mentes criadoras do programa, isso resultou em Gore viajar pelo mundo alertando sobre os perigos de uma espécie de Pé Grande, um fantasma chamado de "ManBearPig", que poderia destruir o mundo. Essa sátira explícita foi criada em cima das palestras que Gore vem dando pelo planeta sobre os graves problemas causados pelo aquecimento global e a liberação excessiva de gases CO2. Mas para os desinformados, Gore já faz isso desde a sua eleição para a Câmara de Deputados nos anos 70 e não por causa de sua derrota para Bush. Uma verdade inconveniente (An inconveniente truth, 2006) é o registro cinematográfico sobre essa faceta de Gore desconhecida do grande público.
O documentário é essencialmente uma versão em película do slide-show que Gore vem exibindo desde 1978 sobre a sistemática destruição do meio ambiente, devido ao dióxido de carbono preso na atmosfera terrestre. Segundo Gore, o debate está terminado. A comunidade científica concorda que o planeta está aquecendo e os responsáveis somos nós. Os efeitos têm sido e serão ainda mais catastróficos. Em sua palestra, Gore apresenta dados factuais que as calotas polares estão derretendo, o nível dos oceanos está subindo e o clima vem apresentando mudanças drásticas de comportamento. Isso tudo resulta numa constância de furacões, enchentes, seca, praga de insetos e epidemias. O efeito no futuro será um caos político, econômico e social.
O filme abre com Gore falando para um auditório apoiado por projeções, slides e vídeos. Até o humor se faz presente com um pequeno curta de Matt Groening, criador dos Simpsons. Ao mesmo tempo, o acompanhamos em aeroportos, dentro do carro e quartos de hotel, representando que a sua cruzada tem sido pelo mundo e não só nos Estados Unidos. Chega a ser surpreendente vê-lo articulado, inteligente, entendido e passional sobre o assunto. Bem diferente do monossilábico e atrapalhado candidato a presidência do passado. Ele consegue explicar o problema de forma clara e simples, usando citações de Mark Twain e Upton Sinclair. Ele emprega gráficos com mapas de estatísticas atmosféricas sobre milhões de anos lado a lado com fotografias da Patagônia, do Kilimanjaro, dos Alpes e da Antártida, entre outros locais, para revelar o impacto produzido pelo homem durante anos no meio ambiente. Chega a mostrar a diferença do que foi noticiado pelos os veículos de mídia norte-americanos e os cientistas sobre as causas do Furacão Katrina. Fica evidente que o lobby protagonizado por certos grupos poderosos influencia os meios de comunicação.
Parte biográfico, o filme também mostra que Gore foi introduzido no assunto quando ainda era universitário, durante uma palestra de Roger Revelle, um professor de Harvard. Revelle foi um dos pioneiros na medição de dióxido de carbono na atmosfera. A família de Gore, que plantava tabaco, também foi uma influência. Ele revela que o falecimento de sua irmã por câncer de pulmão provocou uma mudança na utilização do solo de suas fazendas. Outro fator importante foi a quase morte de seu filho num acidente de carro. Através dessas tragédias pessoais, o filme ganha um lado humano. E com esses elementos fica mais fácil acontecer uma identificação da epístola com os espectadores. Essa conscientização gera uma reflexão: parte do problema poderia ser evitado, se aplicássemos uma série de mudanças em nossos hábitos diários.
Mesmo assim, o cineasta Davis Guggenheim, um veterano da TV (dirigiu episódios de 24 Horas e The Shield), não cai nas armadilhas do patriotismo. Ele utiliza um tom ingênuo para dar ritmo ao filme. Inevitavelmente o tema da corrida presidencial de 2000 chega. Nessa hora, Guggenheim acelera o máximo possível com uma montagem de clipes e alguns comentários pouco eloqüentes de Gore. Um outro ponto negativo é uma certa aura de superstar criada em torno do documentado. Como também incomoda o estilo didático da produção, orientado para converter. Mas vale dizer que Gore não queria fazer o filme e precisou ser persuadido para participar do projeto. Foi convencido pela importância da mensagem, até porque somos ao mesmo tempo os vilões e as vítimas dessa história.
Fonte: http://omelete.uol.com.br/cinema/uma-verdade-inconveniente/
ASSISTIMOS E INDICAMOS II
- 2012
ASSISTIMOS E INDICAMOS I
- UM DIA DEPOIS DE AMANHÃ




